Charolês
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1. Generalidades O padrão ou standard racial é a descrição do exterior de um animal ideal. Esta descrição permite:

1º - Reconhecer os indivíduos de uma raça determinada e distingui-los de uma outra. Assim a cor branca uniforme do Charolês caracteriza esta raça, separando-a por exemplo da Simental ou Fleckvieh, do mesmo ramo jurássico, que apresenta manchas vermelhas ou baias, mais ou menos carregadas. 2º - Assegura a presença de características indispensáveis a um ou mais tipos de produção. Assim para a de carne, necessitaremos animais de volume e massas musculares importantes, enquanto para o leite serão necessários úberes volumosos e de boa qualidade. As características estabelecidas nos Padrões Raciais baseiam-se em suas transmissões hereditárias. O animal que as apresente deve tê-las herdado de uma linhagem que as possuía e portanto com grande possibilidade de transmiti-las.

Mencionam-se também nos Padrões Raciais os caracteres sexuais secundários. Todo o animal de criação deve apresentar as características próprias do seu sexo, comprovando seu equilíbrio hormonal conveniente, o que constitui garantia à sua capacidade reprodutiva.

Finalmente, certas características zootécnicas ditas eliminatórias impedem os indivíduos que as apresentam de serem inscritos nos livros genealógicos, embora tenham outros requisitos em ordem. Podem revelar problemas desfavoráveis à produção, como malformações, atrofias, aprumos defeituosos, musculatura insuficiente e outros. Podem também apresentar sinais característicos de cruzamentos ancestrais, mais ou menos recentes, como as manchas pretas do focinho do Charolês. Desta forma, eles e seus descendentes que herdassem estas características indesejáveis, perderiam parte significativa do seu valor de mercado.
2. Utilização do Padrão Racial para Avaliação do Charolês Tabela de Pontuação

A experiência dos entendidos logo mostrou que a avaliação de um animal ponto por ponto, não acrescentava muito mais à sua valorização zootécnica, do que apreciá-lo por determinados conjunto de características.

Hoje, a tabela de pontuação na raça Charolês, reúne as características a julgar, em sete conjuntos, com coeficientes 1 e 2:



As características devem receber a seguinte pontuação no ato do julgamento, contando de 0 a 100:


1º Cabeça e Focinho (coeficiente 1)

A cabeça deve refletir um equilíbrio geral do animal e particularmente as características sexuais secundárias, isto é, a fêmea deve tê-la feminina e o macho masculino.

Procura-se uma testa e focinho largos, um perfil plano ou ligeiramente côncavo, com órbitas e olhos grandes. As guampas de cor marfim com pontas bege escuro, tem perfil circular, alongadas e de grossura média nas vacas. Nos machos a nuca é mais forte e os cornos mais grossos e mais curtos.

O focinho é rosado. As manchas pretas são eliminatórias.

2º Pescoço, Peito e Costelas Anteriores (coeficiente 1)

O pescoço é musculoso, dando a impressão de curto. A papada é pouco perceptível, o peito largo entre as articulações escápulo-umerais.

Deve ter boa profundidade de peito, com costelas longas e convenientemente arqueadas, capazes de contribuir com uma boa capacidade cardíaca e respiratória.

Paletas com musculatura destacada.

3º Costelas Posteriores e Parte Superior (coeficiente 2)

A profundidade e largura do tórax continua-se até a 13ª costela, todas elas longas e bastante arqueadas, contribuindo para melhor capacidade respiratória e digestiva, um abdômen convenientemente amplo, possibilitando o recebimento de grande quantidade de forragens necessárias a seu engorde bem como a suas importantes funções vitais (gestação e lactação).

Dorso e lombo devem manter a horizontalidade ao caminhar e também, o quanto possível em estação. Serão convenientemente largos e longos, demonstrando estrutura óssea sólida e capaz de acomodar uma musculatura importante. A fragilidade da coluna vertebral acarreta, muitas vezes, uma insuficiência da musculatura do dorso e do lombo.

Procura-se eliminar os sinais selados ou escolioses.

As cruzes ou cernelhas mais elevadas (decorrentes de seleção original para a tração), nada tem a ver com a horizontalidade do dorso e lombo.

4º Posterior (coeficiente 2)

O posterior deve ser largo entre ancas e trocanteres, longo entre as pontas das ancas e a linha vertical posterior das nádegas, apresentando uma forma que tende da elipse, no sentido vertical, ao círculo, visto de atrás e de perfil. Deve-se ter em vista que embora a forma circular contenha mais carne, pode contribuir no sentido da predisposição a distociais.

A musculatura dos quartos deve descer o máximo possível, no sentido dos jarretes e o períneo, quanto mais profundo melhor. Assim verificamos que a garupa deve ser um pouco inclinada para conter mais carne, sem exagero.

Quartos salientes, vistos de perfil, que não cheguem próximo dos jarretes, com união perineal curta, são chamados de quartos de porco, tipo de posterior indesejável, muito encontrado no "coulard" (quarto duplo).

5º Membros, Aprumos e Porte (coeficiente 1)

As patas devem ser constituídas por ossos robustos (relação positiva entre grossura das canelas e porcentagem do músculo na carcaça). Na idade adulta eles devem parecer curtos. É ponto de vista prático utilizado pelos criadores franceses que quanto mais vento passar sob um Charolês, menos dinheiro ganha o dono com ele. Durante o crescimento devem ser de comprimento médio. Um terneiros com canelas curtas, tende a ser petiço.

As articulações devem ser corretas, secas e bem posicionadas. Os jarretes muito justos, ou retos, exigem um rigor conveniente no julgamento, particularmente quando o defeito permanece durante a marcha, quando recomenda-se a eliminação.

Os aprumos são muito importantes, pois necessitam, sobretudo os touros, uma distribuição correta do seu elevado peso nas atividades reprodutivas.

Quanto ao porte, o Charolês é um animal de grande estatura, mas ao mesmo tempo, longo, largo e profundo.

6º Desenvolvimento Geral e Musculatura (coeficiente 2)

O padrão racial estabelece que o animal deve ter destacada, comprimento e profundidade importantes, costelas de conformação arredondada, dorso horizontal, anca e garupa largas, membros dando a impressão mais bem curtos, bem aprumados e sólidos, com a cauda destacada dos ísqueos. O animal deve ter dorso e lombo musculosos, longos e largos continuando-se com uma garupa também musculosa, ligeiramente inclinada, com nádegas salientes e bem descidas em direção aos jarretes, sem excesso de gordura. Pescoço e paletas musculosos e bem implantados ao peito e tórax.

7º Cor, Harmonia Geral e Maciez da Pele (coeficiente 1)

O conjunto do indivíduo deve apresentar a nobreza característica dos animais puros que reúnem as virtudes qualitativas e o equilíbrio necessários.

A cor deve ser do branco ao branco opaco ou cremoso, uniformes. Pelagens amarelo carregadas (froment) não são desejáveis. São eliminatórias as pelagens oveiras (manchas amarelas mais ou menos escuras).

A pele deve ser elástica, de espessura média, mais fina nas fêmeas, bem como nas orelhas. O pêlo é suave e de comprimento variável conforme o clima.

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